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Lashe avilian phenio.

 

Kaia si murri patrin po tradicja romniako.  Me sim Ingrid e romni Ramanusheske Raj.

Me sim studenti po amare tradicja khelimata. Me kamav te khelav, numaj chi sim sikavni.

Amare khelipe si akate. Va, thaj amare paposa khelimaturia.

Kames te kheles amensa?

No, mishto, atunchi dikh thaj ashun...

Ingrid Ramanush

 

Com este projeto realizo um sonho antigo, de falar a respeito do que a meu ver é a mais bela arte e um grande fator de coesão em nossa cultura, a Dança Cigana.

São nove vídeos com conteúdo narrativo sobre os diversos estilos de dança cigana em vários pontos do planeta. É obvio que abranger todos os aspectos das danças dos grupos ciganos espalhados pelo mundo é tarefa impossível, devido a diversidade de uma cultura que está presente em quase todo o mundo.

Que esse trabalho possa auxiliar estudiosos e amantes da nossa arte!

Acredito que através da Arte rompemos barreiras , venham dançar conosco!

Ingrid Ramanush

verão de 2012

 

 

Começo nossa viagem pela dança através do Rajastão , nossa origem
mais remota. Apresentando danças tanto ritualísticas quanto devocionais praticadas pelos grupos chamados de Ciganos do Rajastão.

Neste vídeo a dança Banjara.

 

* with subtitles in English
  Neste vídeo a dança Kalbelia.
* with subtitles in English
  Neste vídeo a dança Tera Taal.
* with subtitles in English
  Neste vídeo os apaixonantes estilos de dança cigana da Turquia.
* with subtitles in English  

 


* with subtitles in English
Neste vídeo danças ciganas do Egito.
Dança Cigana no Iraque

* with subtitles in English
Neste vídeo dança cigana do Iraque - Kawlyia.


* with subtitles in English  
Neste vídeo as DANÇAS CIGANAS DOS BALCÃS (região sudoeste da Europa que é compreendida pelos seguintes áreas: Bósnia, Macedônia, Sérvia, Albânia, Bulgária, Grécia, Montenegro, Kosovo, parte da Turquia no continente europeu (a Trácia), Croácia,  Romênia, Eslovênia e a Áustria).
 

 


* with subtitles in English  
Neste vídeo as DANÇAS CIGANAS DA EUROPA CENTRAL E ORIENTAL (Hungria, Eslováquia, República Checa, Rússia).
  *with subtitles in English
Neste vídeo a DANÇA CIGANA COM BASTÃO - BOTOLÓ KHELIPE

 

 

Neste vídeo um dos estilos mais apaixonantes, a dança cigana da Europa Ibérica, neste caso especificamente da Espanha.

 

 



* with subtitles in English

 

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Os elementos e assessórios nas danças ciganas.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que o vocábulo cigano é um aportuguesamento da palavra “athiganói”, que em grego significa intocáveis. Sim, dessa palavra grega, carregada de preconceito e discriminação, nasceram: “gitano” (Espanha), “gitan” (França), “zíngaro” Itália, cigano (Portugal) etc. Portanto, em si mesma essa palavra é uma, errônea, generalização para designar diversos grupos de etnia Romani. Deduz-se facilmente disto que existem danças ciganas, e não uma única modalidade de dança para todos os grupos.

Abaixo eis um panorama, infelizmente, real das danças ciganas no mundo:

População cigana na Europa

País

População cigana

Estado da dança

Alemanha

120.000

Não há pratica de dança

Áustria

  20.000

Dançam a tradição

Bélgica

  15.000

Não há pratica de dança

Dinamarca

    4.500

Não há pratica de dança

Finlândia

    5.000

Não há pratica de dança

Suécia

  20.000

Não há pratica de dança

Reino Unido

  80.000

Não há pratica de dança

Holanda

  30.000

Não há pratica de dança

Itália

120.000

Não há pratica de dança

Irlanda

  20.000

Não há pratica de dança

Grécia

200.000

Dançam a tradição

França

300.000

Não há pratica de dança

Espanha

600.000

Palos do flamenco/rumba

Portugal

100.000

Dançam rumba

População cigana no Leste da Europa

País

População cigana

Estado da dança

Romênia

2.500.000

Dançam a tradição

Bulgária

   920.000

Dançam a tradição

Hungria

   600.000

Dançam a tradição

Rússia

   500.000

Dançam o folclore russo

Eslováquia

   590.000

Não há pratica de dança

Iugoslávia

   420.000

Não há pratica de dança

Macedônia

   320.000

Dançam a tradição

Republica Checa

   300.000

Não há pratica de dança

Albânia

   130.000

Dançam a tradição

Bósnia

     55.000

Dançam a tradição

Croácia

     45.000

Dançam a tradição

População cigana no Brasil

Grupo cigano

População

Estado da dança

Calon

  400.000

Dançam sertanejo/forró

Rom

  400.000

Dançam a tradição

Sinti

         300

Dançam a tradição

Sobre os elementos e assessórios:

Dança do punhal

A concepção do uso de elementos e seus simbolismos e significados está diretamente ligada à crença pessoal e até mesmo à invenção de pessoas que não são originárias de uma das diversas etnias ciganas. Essas invenções sobre simbolismos de elementos na dança chegam a tal ponto, que mesmo alguns fatos históricos foram deturpados. Exemplo, a dança feita com punhais foi um enfrentamento que chegou a ocorrer em praças publicas, na Espanha, durante o século 16. Mas era realizado por prostitutas!  Nunca uma cigana se prestaria a tal papel.

Hoje, vemos não ciganas realizando a tal "dança do punhal" e tentando justificar o injustificável: “afirmando que o punhal está ligado ao elemento ar e a terra e que simboliza a limpeza do ambiente e do corpo”. É obvio que isto está vinculado ao âmbito da crença, e que não tem nada a ver com cultura e etnia cigana.  E finalizando, dentro da cultura cigana o punhal é um elemento simbólico exclusivamente masculino, e está ligado à virilidade quando é empregado no ritual de batismo do menino (em alguns grupos ciganos).

Dança do pandeiro

Dentro da cultura cigana, ou melhor, por explicação cultural temos o seguinte: no leste da Europa é sabido que o inverno é muito rigoroso, e o que predomina é uma visão desoladora de branco-gelo para todos os lados em que se olhe. Então, foi por esse motivo que ciganas, camponesas, da Hungria e Rússia passaram a receber a chegada da primavera, com saias multicoloridas e dançavam com alegria, ao som do pandeiro (que também era enfeitado com fitas coloridas). Aliás, pandeiro e colher de pau eram os instrumentos predominantes na região campestre. Mas vejam não há nenhum significado místico nisso. O multicolorido nas saias e nas fitas do pandeiro era apenas uma forma de negar a falta de vida que a neve causava no visual.

Dança com leque/abanico

Essa dança era originalmente praticada pelas ciganas da Espanha. Trazido para a Europa no século XV, através de comerciantes portugueses, o leque ou abanico criou raízes em Andaluzia. Naquela época era comum ver ciganos e ciganas, dançando com seus abanicos/leques os palos de flamenco. O tempo passou e o abanico/leque virou apenas um complemento do traje feminino. E as ciganas desenvolveram uma linguagem mímica com o abanico:

- ao abanar suavemente na altura dos seios, dizia: procuro um namorado;
- ao abanar rapidamente na altura dos seios: sou comprometida;
- fechando o abanico/leque sobre a bochecha: eu gosto de você;
- fechar abruptamente o abanico/leque: eu te odeio.
Sendo assim, nada relacionado com a visão mística que atribuem a este assessório.

Dança com xale/mantón

A utilização do “mantón” foi introduzida pelas ciganas Sevilla quando dançavam o ritmo de soleá por buleria. E esta introdução do “mantón” não atendia a nenhum apelo místico, mas sim, representava a possibilidade de dar mais graça aos movimentos de braço nesse palo do flamenco.
Um pouco da história do “mantón”: Reza a lenda que na época das colônias, cargas de tabaco chegavam à Sevilla, vindas das Filipinas. Este tabaco era embrulhado em grandes pedaços de seda, que não eram comercializadas por apresentarem falhas. Eram pedaços de seda cortados em quadrados, e a seda absorvia a umidade do tabaco, protegendo a mercadoria. As ciganas de Sevilla adicionaram franjas aos pedaços de seda. Que foram posteriormente chamados de “mantones de Manila” (Manila é a capital das Filipinas). E estes foram enriquecidos pelas não ciganas ricas, com bordados formosos. Por sua vez, o xale utilizado pela cigana do Leste Europeu também atendia à mesma utilização.
E o mesmo vale para outros elementos e assessórios. Sempre existe uma explicação histórica e cultural, para sua utilização. O lado místico ou exotérico geralmente é inventado por não ciganos.

Ao apresentar estes fatos históricos, não pretendo negar algo que conheço muito bem: é claro que existem ciganos (as) que dançam ritualisticamente. E quando ele ou ela pratica uma dança ritualística, isso é um ato que ocorre, normalmente, em âmbito familiar; dentro do grupo e para o grupo do qual ele (a) faz parte. Portanto, toda a apresentação pública que um (a) cigano (a) venha a apresentar sempre terá a conotação de arte e cultura, mas nunca da exposição de sua crença.

 

Um pedido...

Atualmente há um número muito grande de academias oferecendo aulas de "dança cigana", sem a preocupação e o critério de preservar o que de mais puro existe no bailar de uma cigana.

A dança cigana em sua essência não possui coreografia e as academias estão se apropriando do nome dança cigana de forma indevida, levando as suas alunas a serem verdadeiras caricaturas de uma cigana, gerando inúmeros estereótipos.

A dança cigana não é ensinada. O bailar cigano é despertado dentro de cada mulher, naquilo que ela traz de sua ancestralidade no culto e manipulação dos elementos e nos círculos familiares. Para que isso ocorra exige-se da "professora" um mínino de conhecimento da cultura e a espiritualidade para desenvolver as capacidades de cada iniciada na dança.

Apesar disto, somos gratos pelo carinho com que as professoras não ciganas procuram, de acordo com o conhecimento que possuem, preservar a nossa cultura. Só recomendamos que ao divulgar seus cursos, utilizem o título "Aulas de Dança no Estilo Cigano" ou "Aulas de Dança Cigana Artística" .

 

 


Contato: (5511) 99743-2449 - e-mail: contato@embaixadacigana.com.br - São Paulo/Brasil


 

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